Comissão da Câmara pede suspensão de show de Amado Batista na capital cearense
A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) enviou, nesta sexta-feira (10), um ofício à Secretaria Municipal do Turismo (Setfor) solicitando o cancelamento da apresentação do cantor Amado Batista na programação oficial das comemorações dos 300 anos de Fortaleza.
A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) enviou, nesta sexta-feira (10), um ofício à Secretaria Municipal do Turismo (Setfor) solicitando o cancelamento da apresentação do cantor Amado Batista na programação oficial das comemorações dos 300 anos de Fortaleza. A apresentação estava previsto para o próximo domingo (12), às 20h45, no palco do bairro Jangurussu.
O pedido foi feito pela vereadora Adriana Gerônimo, presidente da comissão, que questionou a participação do artista no evento público financiado pela Prefeitura. No documento encaminhado, a parlamentar citou informações recentes envolvendo o nome do cantor em autuações relacionadas a trabalho análogo à escravidão.
Em suas redes sociais, a parlamentar se mostrou indignada com a presença do cantor no aniversário de Fortaleza.
A parlamentar também pediu que a Prefeitura de Fortaleza explique publicamente os motivos que levaram à contratação do artista, caso o show seja mantido ou cancelado, com o objetivo de esclarecer a população e reforçar o compromisso com a defesa dos direitos humanos.
O QUE DIZ A DEFESA DO CANTOR?
Em resposta às informações mencionadas no ofício e às publicações que repercutiram o caso, a defesa de Amado Batista divulgou nota contestando as acusações. No posicionamento, a equipe jurídica do artista afirmou que não houve resgate de trabalhadores nas propriedades citadas e classificou como “falsa e inverídica” a informação de que 14 pessoas teriam sido retiradas de situação de trabalho análogo à escravidão.
A defesa informou que o caso mencionado se refere a uma fiscalização realizada em uma fazenda arrendada pelo cantor para plantio de milho. Segundo a nota, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores, que seriam empregados de uma empresa terceirizada responsável por atividades agrícolas no local.
Ainda conforme a defesa, o episódio ocorreu em 2024 e foi posteriormente firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com a regularização das obrigações trabalhistas e quitação dos valores devidos aos trabalhadores envolvidos.
A nota também afirma que estão sendo adotadas medidas administrativas para o encerramento de eventuais procedimentos de autuação ainda em andamento.
Foto: Reprodução
Fonte: Ceará Agora